O verbo “haver”, no sentido de “existir”, e o verbo “fazer”, quando indica tempo decorrido, são impessoais.

O que é um verbo impessoal?

O verbo impessoal não apresenta sujeito. Assim, ele é flexionado sempre na terceira pessoa do singular. Os verbos “haver” e “fazer” são exemplos de verbos que, em determinadas situações, são impessoais, como veremos nos tópicos a seguir. Além desses dois verbos, também são impessoais verbos que indicam fenômenos da natureza: “chover”, “trovejar” etc.

Uso do verbo impessoal “haver”

O verbo “haver” é impessoal e, portanto, deve estar na terceira pessoa do singular, quando tem o sentido de “existir”:

pessoas de mais nesta sala.

Havia pessoas de mais naquela sala.

Existem pessoas de mais nesta sala.

Existiam pessoas de mais naquela sala.

Quando o verbo “haver” indica tempo decorrido, ele também é impessoal:

cinco dias que não durmo bem.

Havia dez anos que não caminhava por aquele bosque.

Uso do verbo impessoal “fazer”

O verbo “fazer” é impessoal e, portanto, deve estar na terceira pessoa do singular, quando indica tempo decorrido:

Faz cinco dias que não durmo bem.

Fazia dez anos que não caminhava por aquele bosque.

Verbos impessoais “haver” e “fazer” em locuções verbais

Em locuções verbais, nas quais “haver” (com o sentido de “existir” ou indicador de tempo decorrido) e “fazer” (indicador de tempo decorrido) são os verbos principais, a impessoalidade é exercida pelo verbo auxiliar:

Deve haver muitos problemas para resolver no colégio.

Pode haver complicações na cirurgia.

Deve haver cinco dias que não durmo bem.

Deve fazer uns dois meses que não tomo refrigerante.

Nos dois primeiros exemplos com o verbo “haver”, veja como a impessoalidade é eliminada se substituirmos “haver” por “existir”:

Devem existir muitos problemas para resolver no colégio.

Podem existir complicações na cirurgia.

Referência

NICOLA, José de; INFANTE, Ulisses. Gramática contemporânea da língua portuguesa. 15. ed. São Paulo: Scipione, 1999.

Artigo escrito por: Warley Matias de Souza.